sábado, 7 de setembro de 2013



RÍCINO






 

O Rícino (Ricinus communis) é um arbusto originário de África e da Índia. Tem um caule grosso e lenhoso, mas oco. As folhas são grandes, de vários tons de verde contrastando com o vermelho dos frutos, que têm o aspecto de pequenos ouriços. Cada fruto tem 3 cavidades, cada uma com uma semente parecida com um feijão grande e brilhante. Quando estes frutos estão maduros - e bem secos - abrem-se de tal modo que conseguem projectar as sementes a mais de dez metros de distância, sendo este um processo natural de a planta se perpetuar. 
 
  
 

É um arbusto cultivado como ornamento em jardins de toda a Europa Meridional, pelo efeito espectacular das suas cores. Nos países mais quentes é cultivado para a extracção do óleo. É muito sensível à geada, pelo que, no nosso clima, deve ser cultivado em local abrigado, por exemplo junto de uma parede que o proteja dos ventos frios do norte.




Atenção: as sementes do Rícino são altamente tóxicas, devido a uma proteína chamada ricina: a ingestão de mais de 8 destas sementes pode causar a morte de um adulto; mais de 3 pode matar uma criança. No processamento industrial das sementes, para obtenção do óleo de rícino, o veneno não fica no óleo, mas nos resíduos prensados. Este óleo é ainda hoje usado como um dos laxativos vegetais mais suaves, mas a sua importância económica é na indústria química, podendo também ser utilizado como matéria prima para o fabrico de biodiesel.  

quinta-feira, 5 de setembro de 2013



AVOADINHA





A Avoadinha (Coniza canadensis) foi uma planta importada da América do Norte em 1655 para um jardim botânico francês. Dadas as características das suas sementes, facilmente transportáveis até por uma leve aragem, a partir de tal jardim, em breve se espalhou por toda a Europa, sendo hoje uma autêntica praga que invade tanto terrenos cultivados, como incultos, conseguindo mesmo crescer entre as pedras de uma calçada, ou de um passeio. 



 
É uma praga que temos de arrancar antes que as flores abram e as sementes, já secas, sejam levadas pelo vento, para que, nos anos seguintes, não a vejamos multiplicar-se cada vez mais. Em Portugal encontra-se do Minho ao Algarve. Mas nem é sequer uma planta agradável à vista com o seu caule fusiforme, que pode atingir mais de um metro de altura, um pouco peludo, de folhas alongadas e estreitas e pequenas flores esbranquiçadas. 




 Tem uma grande capacidade de resistência a altas temperaturas e às secas. Embora seja uma planta resinosa consegue resistir às queimadas para limpeza dos terrenos. 

  


Nos Estados Unidos e Canadá é muito apreciada pelas suas virtudes medicinais, como um anti-hemorrágico e vermífugo, sendo-lhe ainda atribuídas propriedades diuréticas.
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013



FEIJÃO-DA-ESPANHA







O Feijão-da-Espanha, ou Feijão-de-sete-anos (Phaseolus coccineus) é uma trepadeira, da família das fabáceas, que chega a atingir mais de 4 metros de altura. Tal espécie possui flores vermelhas, vagens grossas, pendentes, e sementes alimentícias das quais até se pode fazer farinha, além de se usarem em sopas e outros cozinhados. 







É uma espécie nativa da América Central, México e América do Sul, sendo também cultivada apenas como planta ornamental, dada a sua capacidade de se enlear facilmente em redes e treliças. As sementes – as feijocas – têm um colorido muito invulgar, como se pode ver pela fotografia. Quanto ao seu tamanho comparar com a moeda de 1 € que aparece na  fotografia.

 
  




Hoje já existem cultivares desta espécie que produzem flores das mais diversas cores e tamanhos de vagens, a que os viveiristas deram, em inglês, os nomes mais variados e apelativos, como um baptizado de “runner bean Lady Di” (feijão trepador Lady Di). As primeiras quatro fotos são de 2008, de uma cultura em rego, como se faz com o normal feijão-de-trepar, no quintal do amigo que deu estas sementes. A partir da foto do alpendre da minha casa, onde o feijoeiro tem uma função também decorativa, todas as fotos são de Agosto deste ano.





 


A foto 15 é de um feijoeiro que está enleado na grade, mas visto do lado de fora. As duas últimas são do mesmo feijoeiro, mas visto do lado de dentro da propriedade.
Esta planta também se chama Feijão-de-sete-anos porque durante sete anos, embora seque a parte aérea, as raízes, caso os ratos e as toupeiras não as ataquem, todos os anos rebentam, desde que tenham as condições ideais.
Safe
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